07.17.08

Eu, primata

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged às 17:41 de Marília

Nós, seres humanos, nos achamos a última bolacha do pacote, os reis da cocada preta, a criação suprema de Deus, superior a todas as outras. Esse sentimento de superioridade vem desde o Gênesis, quando Deus criou o homem à sua imagem, ficando os demais animais delegados a cumprir as vontades humanas. Sempre que o homem “peca” culpa seu lado animal e irracional (são chamados de animais, bestas, antas), sempre que é bom, o é graças ao lado humano. Não é à toa que o demônio é caracterizado com “apetrechos” animais: chifres, cauda, pata.

Rodrigo Cavalcante, na Revista Vida Simples de Junho, aborda o tema de maneira deliciosa. Abaixo, trecho da matéria.

O biólogo holandês Frans de Waal no livro Eu, Primata, faz um fascinante estudo que compara o comportamento de chimpanzés e bonobos (espécie semelhante ao chimpanzé) ao nosso próprio comportamento. Após anos de observação dos nossos parentes mais próximos na evolução (os chimpanzés compartilham conosco 98,6% dos genes), De Waal e uma série de outros pesquisadores estão derrubando as fronteiras que colocavam a espécie humana totalmente à parte de seus primos, como se nós não fôssemos primatas ainda que com menos pêlos. Não se trata de defender que seres humanos, chimpanzés, orangotangos, gorilas e outros primatas são iguais. Eles não são. Mas de reconhecer o que os especialistas sabem há muito tempo: somos bem mais parecidos com eles do que costumamos admitir e vice-versa. Assim como nós, os grandes primatas têm autoconsciência, cultura própria, ferramentas e habilidades políticas. Ao identificar em outras espécies traços que eram considerados exclusivos dos seres humanos, a forma como encaramos nossas próprias emoções e comportamento deve mudar nas próximas décadas.

Foi o velho Sigmund Freud, há mais de 70 anos, o primeiro a reconhecer com maestria a origem do desconforto que sentimos ao vivermos em uma sociedade que barra a todo instante nossos impulsos e desejos. Freud chamou essa tensão entre o desejo e sua restrição social de mal-estar da civilização, nome de um de seus ensaios mais importantes, que descreve o confronto entre o animal que somos e a sociedade que tenta domesticá-lo.

Desde o século 4 a.C., Aristóteles já havia definido o homem como um animal político. No século 16, Maquiavel revelou de forma crua os mecanismos nem sempre nobres pelos quais os homens alcançam e preservam o poder. Por que, ainda assim, insistimos em dissimular o desejo humano por poder? Quando foi estudar os chimpanzés na Tanzânia, na década de 1960, a americana Jane Goodall fez uma descoberta fascinante: as coalizões e disputas entre os machos de um mesmo grupo eram cheias de lances típicos de parlamentares no Congresso. Ao contrário do que muitos imaginavam, Goodall percebeu que a força bruta não era suficiente para que os machos dominantes preservassem seu poder. Para isso, eles tinham que fazer alianças e conchavos, como qualquer candidato à promoção em uma empresa ou a um cargo político.

Se você acha que o homem é o único animal capaz de fazer sexo como forma de aliviar um dia estressante, você precisa conhecer os bonobos. Conhecidos no passado como chimpanzés-pigmeus, hoje os estudiosos sabem que os bonobos são primatas com características físicas e traços sociais bem diferentes dos chimpanzés. Enquanto os chimpanzés são liderados por machos, os bonobos são dominados por fêmeas e costumam levar uma vida bem mais pacífica por meio de uma atividade sexual, digamos assim, bem movimentada. Os bonobos não só fazem sexo em uma infinidade de posições, mas também em praticamente todas as combinações de parceiro, afirma Frans de Waal. Eles refutam a idéia de que sexo se destina unicamente à procriação.

Após séculos de pregação religiosa, grande parte da humanidade se sentiu perversa ao ouvir que o sexo destinava-se exclusivamente à procriação. Defensores dessa tese costumavam usar exemplos do mundo animal, já que muitas espécies têm ciclos sexuais bem determinados. Como o estudo dos bonobos revelou que eles fazem sexo até mesmo para amenizar a disputa na hora de partilhar alimentos, as teses de que o sexo serve apenas para a procriação tiveram que ser revistas.

Por muitos séculos, a discussão em torno da essência humana dividiu os filósofos em dois lados. De um, estão aqueles que acreditam que o homem é naturalmente inclinado à violência e à competição ou, como no velho provérbio romano, a idéia de que o homem é o lobo do homem. Do outro lado, estão os filósofos que acreditam que o homem tem uma natureza pacífica. Para eles, a violência da guerra, por exemplo, seria muito mais um desvio provocado por circunstâncias temporárias como a escassez de alimentos ou disputas territoriais que um traço humano inato.

De acordo com os pesquisadores do comportamento dos primatas, a disputa entre essas duas vertentes faz pouco sentido. Ou seja: não somos totalmente agressivos nem totalmente altruístas. Somos uma espécie bipolar, afirma De Waal, lembrando nossa capacidade de, em alguns segundos, passar da compaixão à ira, do relacionamento estável ao sexo promíscuo, da cooperação à disputa feroz pelo poder.

De acordo com o pesquisador, mesmo que tenhamos, sim, predisposições inatas, isso não significaria que os humanos seriam espécies de atores cegos encenando programas genéticos da natureza. Assim como outros primatas, temos flexibilidade para improvisar e nos adaptarmos à natureza de diversas formas, mas com uma responsabilidade extra. Como nossa espécie conquistou a dominância sobre todos os demais, é ainda mais importante que ela se olhe com honestidade no espelho para conhecer tanto seu arquiinimigo como seu aliado, pronto para ajudar a construir um mundo melhor, diz De Waal. Ou seja: em vez de querer enterrar o fato de que somos primatas, devemos ter humildade para reconhecer que a beleza e a tragédia da vida do homem deriva do fato de que ser humano é ser um animal e não necessariamente no velho sentido negativo da palavra.

Leia mais aqui.

07.13.08

Barulho na cabeça - ou Zumbido

Enviado em Fala tia Fono!, Fono, Papo Sério tagged , , , às 1:33 de Marília

Há quase três meses inaugurei a coluna Fala, tia Fono. Depois do texto inicial, veio um post sobre voz. E antes dessa inauguração veio um post sobre fones de ouvido. Conforme escrevi na inauguração, essa coluna não terá uma periodicidade. Mas devo confessar que isso aqui estava muito largado.

Nem respondi à dúvida da Fefa no post inaugural: “Uma pessoa que fala muito alto, tem necessariamente problema de audição?!?”

A resposta a essa questão é: Graças a Deus não! O falar alto não é necessariamente um indicativo de perda auditiva. Aliás, muitas vezes, ele é apenas um hábito (um mal hábito, por sinal, uma vez que pode causar danos às pregas vocais da pessoa que fala e incômodo na pessoa que escuta!). Mas, por outro lado, quem escuta mal (ou seja, tem perda auditiva) pode acabar perdendo o controle sobre sua voz, uma vez que não a escuta em intensidades normais (só se ouve quando grita). A melhor opção é procurar fazer um exame de audição, ou audiometria. Através dele você saberá se tem perda auditiva (e poderá buscar tratamento adequado) ou se tem um mal hábito (e poderá esforçar-se para deixá-lo de lado). Respondida a dúvida, Fefa?

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Agora, vou falar um pouco sobre algo que incomoda muita gente: um barulhinho chato que aparece no ouvido, o zumbido. Ele pode ser agudo ou grave, intermitente ou ininterrupto, ser uni ou bilateral, fraco ou forte. Pode parecer um chiado, apito, cigarra, panela de pressão, cachoeira. Pode aparecer só quando o ambiente está silencioso, ou pode te acompanhar 24 horas por dia. Ele é um sintoma, não uma doença, podendo ter uma ou várias causas. Pode aparecer em qualquer idade, mas é mais freqüente nos idosos.

Existe o zumbido objetivo, que é aquele provocado pelo próprio organismo_ são ruídos fisiológicos (comuns ao funcionamento dos órgãos) ou fisiopatológicos (indicam que algo não vai bem no seu corpo). O zumbido objetivo é muito raro e pode ter várias origens, dentre elas, ruídos cardíacos ou circulatórios e ruídos vinculados à presença de um tumor.

Os ruídos mais frequentes (95% dos casos) não derivam de ruídos reais; são subjetivos. Resultam de sinais nervosos aberrantes nas vias auditivas. Os por quês dessas aberrações devem ser investigados por médico especialista no assunto.

Pesquisas em revistas científicas afirmam que 15% da população mundial teve ou tem zumbido. No momento da pesquisa, “apenas” 4% da população estava com zumbido (240 milhões de pessoas no mundo). Estima-se que ocorra em cerca de 25 a 28 milhões de brasileiros.

O zumbido ainda é uma incógnita (e, por isso, nem sempre tem cura) e tem sido muito pesquisado. Muitas vezes, ele vem junto com uma perda auditiva. Por isso, se o zumbido estiver te incomodando, procure um médico e se informe sobre o assunto, para que juntos vocês possam optar pelo melhor tratamento (seja ele efetivo ou paliativo).

Post baseado na Revista Audio Infos n. 8, edição brasileira.

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Colabore com a coluna Fala, tia Fono mandando suas dúvidas e sugestões através da caixa de comentários ou por e-mail (mariliazafig@gmail.com). Até a próxima edição (que não sei quando será)! Abraços!

07.07.08

Não sou rica, nem loira e não tenho pipi!!!!

Enviado em Bate-Papo tagged às 23:26 de Marília

Conclusão óbvia: não sou o Gugu Liberato!!

Desde o final de junho e até hoje, centenas de paraquedistas que buscam no Google por “promoção domingo legal não tem preço” ou coisa do gênero, caem em meu blog, no post em que falo da promoção da Mastercard.

Fiquei surpresa ao digitar a frase acima no Google e ver que meu post aparece em primeiro lugar, antes até da tal promoção do Gugu. Fato que fez minhas visitas saltarem de 200 (em média) para 400 (recorde só superado quando tive um post linkado no Ueba).

Se fosse apenas as visitas, tudo bem… mas junto com elas vieram os comentários bizarros. Pessoas pedindo coisas, me chamando de Gugu e etc. Eu surtei!! Escrevo tanta coisa legal (na minha opinião), interessante, e as pessoas nem se dão ao trabalho de ler?!?! Ao contrário, acham que estão falando com o Gugu??? Ah, me poupem! E os erros de português??

Fiquei doida com pérolas como: “gugu eu quero muito ir na fabrica de chocolate”, “nao tem preço passar um dia com a cantora kelly key” e “OLA Gugu meu nome e thalita tenho 8 anos meu sonho e conhecer uma fabrica de boneca”. Mais aqui.

Só para terminar: odeio paraquedistas!!! Hunf!

06.30.08

Sociedade descartável

Enviado em Papo Sério tagged , , às 0:08 de Marília

Esse mês, li uma coluna muito interessante de Luiz Roberto Marinho, novo colunista da Revista Vida Simples (revista que adoro e assino).

Ele fala sobre o quanto nossa sociedade tornou-se descartável. Adepto da linha “dize-me o que compras, e eu te direi quem és”, ele faz um breve relato de situações em que dá de cara com o excesso. Excesso de afazeres, excesso de informações, de publicidade e de bens.

De mudança para um novo apartamento, ele conta que um dos proclamados diferenciais do prédio é ter um depósito, para que os moradores possam guardar as tranqueiras que vão comprando, sem pensar, e que acabam por não usar/caber no apartamento.

Hoje, a cada dia, surge um modelo novo de celular, uma câmera digital mais potente, um opcional diferente para o carro, um aparelho de som com mp3 e cartão de memória, novas roupas da moda… e se não tomamos cuidado, somos engolidos por essa avalanche de novidades. Antenado é quem tem o iPod último tipo, mesmo que tenha comprado o penúltimo há três meses. Design e marca são mais valorizados do que a durabilidade. E nessa, o lixo, as coisas inúteis vão se acumulando.

As coisas são muito transitórias, efêmeras. Até mesmo os relacionamentos são assim (veja o exemplo do “ficar”).

Ele termina a coluna citando o sociólogo Zygmunt Bauman em Vida Líquida: “em um mundo repleto de consumidores e produtos, a vida flutua desconfortavelmente entre os prazeres do consumo e os horrores da pilha de lixo”.

E eu, termino esse post alertando para o consumo consciente, sem excessos.

06.26.08

Susto

Enviado em Bate-Papo tagged às 20:27 de Marília

Meo Deos!!!

Tomei dois sustos!

O primeiro foi há pouco mais de duas semanas: maridóvisky caiu da moto e machucou feio! Quebrou o braço e tudo! Teve que operar. Mas está passando bem agora, de tipóia no braço esquerdo; sem dor, pelo menos. Família dele veio pra cá me ajudar a cuidar dele, mas já foram todos embora essa semana. Uma loucura esses dias, uma correria só!

O outro susto foi hoje: estou há exatos 15 dias sem blogar!! O.o Ai, que estou sentindo falta de tudo isso aqui! Tô voltando! O post de hoje foi só pra contar pra vocês o motivo do meu sumiço! Logo mais escrevo um post decente!

Abraços a todos!

06.11.08

Gráficos de Música: o Resultado

Enviado em Bate-Papo tagged às 23:45 de Marília

Ainda bem que ao menos a Menina Eva, do Cintaliga e o Guilherme, do Sapatos de Lata, acertaram as músicas! Eles e meu maridóvisky, que acertou uns pedaços das letras das músicas (ele não comentou, mas me disse).

Eu já estava me sentindo uma E.T. ! A única na face da Terra que ouviu boas músicas infantis na infância.

Tudo bem, vocês podem não ter sacado o gráfico… então vejam se reconhecem as músicas agora.

A primeira chama-se O Circo. A letra é de Sidney Miller. A versão cantada que marcou minha infância, que eu ouvia na fitinha cassete, era na voz de Nara Leão. Não achei o vídeo nem o áudio dessa versão para baixar (quem achar, me mande). Então, coloco aqui a letra e um link para uma página com várias músicas; cliquem na quarta e curtam!

Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro de qualidade
Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto
Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto
Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto
Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona
Pra que a lua de carona também possa ver a festa
Bem me lembro o trapezista que mortal era seu salto
Balançando lá no alto parecia de brinquedo
Mas fazia tanto medo que o Zezinho do Trombone
De renome consagrado esquecia o próprio nome
E abraçava o microfone pra tocar o seu dobrado
Faço versos pro palhaço que na vida já foi tudo
Foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo
Sem juízo e sem juízo fez feliz a todo mundo
Mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria
Todo encanto do sorriso que seu povo não sorria
De chicote e cara feia domador fica mais forte
Meia volta, volta e meia, meia vida, meia morte
Terminando seu batente de repente a fera some
Domador que era valente noutras feras se consome
Seu amor indiferente, sua vida e sua fome
Fala o fole da sanfona, fala a flauta pequenina
Que o melhor vai vir agora que desponta a bailarina
Que o seu corpo é de senhora, que seu rosto é de menina
Quem chorava já não chora, quem cantava desafina
Porque a dança só termina quando a noite for embora
Vai, vai, vai terminar a brincadeira
Que a charanga tocou a noite inteira
Morre o circo, renasce na lembrança
Foi-se embora e eu ainda era criança

A segunda chama-se Piruetas. A letra é de Chico Buarque e ele canta junto com Os Trapalhões. Divertidíssima!!

06.06.08

Gráficos de Música

Enviado em Bate-Papo tagged , , às 0:27 de Marília

Adorei quando vi esse meme no Cintaliga.

A idéia de transformar um trecho ou título de música em imagens gráficas é bem interessante! E dá um certo trabalho imaginativo, principalmente para pessoas de pouca criatividade como eu.

Mas,vamos lá? Qual é a música? Ou melhor, quais são as (duas) músicas?

DICA: são músicas infantis, que ouvia quando criança.

A primeira:

E a segunda:

06.02.08

A Batalha do Apocalipse

Enviado em Bate-Papo tagged , às 0:12 de Marília

Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo.

O Rodrigo comprou esse livro, de autoria de Eduardo Spohr, na Nerdstore, do Jovem Nerd.

Ele havia ficado interessadíssimo no livro apenas em ouvir um dos podcasts do blog, no qual eles comentam sobre a história do mesmo.

O livro chegou em casa e eu comecei a lê-lo antes do Rodrigo, por um motivo nada nobre: quando saí de casa, esqueci de levar a minha chave da porta. Como saí junto com o Rodrigo, e ele trancou a porta com a chave dele, nem me toquei. Resultado: fiquei sentada no hall de entrada do prédio, lendo o livro que acabara de me ser entregue pelo porteiro.

O livro já começa bem interessante. A narrativa é envolvente e leva você a sempre querer saber mais sobre o próximo capítulo (não li de uma vez, afinal, são 500 páginas e eu, infelizmente, não tenho o tempo todo livre). Mas o livro me acompanhava a todos os lugares (tive que disputar com o Rodrigo no início, mas depois, devido ao trabalho, ele parou de ler e ele ficou todo só pra mim!).

O livro trata da batalha do Apocalipse, de uma forma inusitada.

É sabido de todos (ou quase todos) que, segundo a Bíblia, Deus construiu o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Pois bem. No livro, os dias são metafóricos; na verdade, cada dia dura milhares e milhares de anos (o que cruza um pouco com a teoria de evolução estudada nas aulas de biologia). E o sétimo dia de descanso iniciou assim que Adão e Eva foram criados e só terminará no Apocalipse! Ou seja, Deus está dormindo enquanto nós estamos aqui, curtindo e sofrendo as conseqüências de nosso livre arbítrio.

Antes de cair no sono, Deus deixou com os Arcanjos (são eles cinco irmãos: Miguel, Gabriel, Uziel, Rafael e Lúcifer) a tarefa de administrar o mundo durante sua soneca.

Com inveja dos humanos (meros bonecos de barro), alguns dos arcanjos queriam exterminar a raça humana a todo custo (daí vieram o dilúvio e a destruição de Sodoma e Gomorra). Miguel era o chefão dos arcanjos e ordenava tais desastres. Mas um grupo de anjos, descontente com essa tirania, se rebelou. Cometeram o erro de confiar a Lúcifer (que também parecia descontente) os planos da rebelião. Lúcifer os delatou, o que deu início a uma batalha no céu. Esses anjos, os Renegados, foram expulsos do Paraíso e condenados a viver na Haled (aqui, onde vivemos eu e você). Pouco tempo depois, Lúcifer e outros anjos que resolveram segui-lo, também se rebelaram contra Miguel; ao perderem, foram também expulsos do Paraíso e confinados ao Sheol (inferno, se preferir).

Os anjos renegados foram caçados e exterminados um a um, por ordem do arcanjo tirano. Apenas um sobreviveu: Ablon, o líder da revolução.

Após milhares de anos, passando por Babilônia, Império Romano, China, e outros lugares, Ablon estava no Rio de Janeiro quando o Apocalipse (o dia do despertar do Altíssimo) finalmente se aproximou!

Lúcifer, a Estrela da Manhã, convida Ablon para unir-se às suas legiões na batalha do Armagedon, a guerra que decidirá o destino do mundo!

Se ele aceitou ou não, você terá que ler para descobrir. Mas antes de chegar nesse ponto do livro, há várias outras histórias muito bem escritas e bem contextualizadas.

O livro não foi lançado por nenhuma editora, e está a venda apenas na Nerdstore.

Não, eu não ganhei nada com isso! Mas adorei o livro e resolvi compartilhar com vocês!

Quer saber mais? Entre aqui!

05.26.08

Manso

Enviado em Bate-Papo, Papo Sério tagged , às 22:04 de Marília

Para ler ouvindo:

Nesse último sábado (dia 24) eu conheci o Manso.

Saí com a Lilo para seu passeio matinal de sempre.

Depois dela quase me matar saindo correndo atrás de um cachorrinho para brincar com ele, atravessando ruas e não atendendo aos meus chamados, seguimos para a costumeira praça detrás do meu prédio.

No caminho, encontramos a Nina_ uma cachorra muito linda de um catador de papelão. Sempre conversamos: eu com o senhor e a Lilo com a Nina. O senhor me contou que a Nina já tinha brincado muito com um cachorro vira-lata que estava na praça. Perguntou se eu não queria adotar mais um cachorro, porque ele também não poderia. Disse que eu não poderia, pois não cabe mais nada aqui em casa (um apê de dois quartos).

Chegando na praça, encontrei o tal cachorro: preto e branco, como a Lilo, mas de pernas mais compridas, como a Nany (cachorra da Fefa). Pela energia (e pelos dentes, como algumas crianças me contaram mais tarde), parece ter pouca idade. Ele e a Lilo brincaram até cansar!

Em um canto da praça, estava estendido um papelão enrolado num lençol e uma vasilha vazia. Peguei a vasilha e fui até a portaria do prédio mais próximo, e pedi aos porteiros que dessem um pouco de água para o cachorro. Eles disseram que não poderiam dar água. Desolada, sem saber como ajudar (e de TPM, o que me deixa extremamente melancólica e down), sentei no banco da praça e chorei. E pedi a Deus que olhasse pelo cachorro, tomasse conta dele. Com os dois cachorros me olhando, sem entender. Acho que também me lembrei da Lilo, que também estava na rua antes de ser adotada…

Fiquei lá um tempo_ o que foi ótimo. Porque chegaram duas pessoas (o dono do Zeus e o dono de dois poodles) que fizeram a maior festa com o virinha da praça. E me contaram que estão cuidando dele, dando comida, água. O dono dos poodles me disse que levou o virinha pra casa dele sexta-feira, na hora do almoço; e quando ele viu, o cachorro estava deitadão na cama dele!!! Uma graça! E iria levá-lo de novo. (Ele mora no mesmo prédio em que os porteiros não deram água para o cahorro.) Eu disse que ajudaria também; levaria água e ração essa noite e sempre que pudesse. E entraram no prédio: o moço e o vira, feliz da vida, balançando o rabo!

(…)

À noite eu voltei lá com a Lilo; levando um potinho com ração e outro com água.

O virinha estava rodeado de crianças, brincando. Elas já tinham dado água e ração para ele. Adoraram eu ajudar. O virinha tomou água e comeu um pouco da ração que levei e as crianças guardaram o resto para amanhã. Ele já ganhou até uma bolinha e um nome: Manso.

As crianças planejam comprar uma casinha para ele, para protegê-lo da chuva e do frio. E fazer da praça a morada dele (tem um prédio aqui perto, em uma pracinha próxima a que eu estava, que adotou um cachorro: o Negão. Ele dorme em uma casinha na calçada, e passa o dia ao lado dos porteiros, recebendo afagos e ração dos moradores. Ele já foi até notícia na Folhinha esse ano.)

Disse a elas que seria bom, mas seria melhor ainda se ele conseguisse um dono, que pudesse cuidar sempre dele. Que seria bom que cada um divulgasse aos amigos. Com uma pequena tristeza, eles me responderam: “Ah é. Deixa ele só ficar mais forte que a gente fala para as pessoas dele.”

Despedi-me das crianças com um peso menor nos ombros. Despedi-me do Manso, com um afago e um “Dorme com Deus”.

(…)

Manso é de todos e não é de ninguém. Torço para que ele logo encontre um lar, onde possa se abrigar da chuva, do frio e dos maus-tratos. Enquanto isso não acontece, ajudarei no que for possível. Caso você queira, ou conheça alguém que queira adotar um cão simpaticíssimo, entre em contato por aqui ou pelo meu e-mail (mariliazafig@gmail.com).

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Este post foi escrito no sábado. Hoje, segunda, ele já merece um update: Manso continua lá na praça. E já ganhou vários cuidadores. Não sei como vai ser quando chover, pois não tem nada cobrindo a caminha de papelão… As crianças já juntaram R$60,00 para comprar a casinha dele. E a Lilo adora brincar com ele (não sem antes roubar um pouco de sua ração).

05.22.08

Não tem preço!

Enviado em Bate-Papo tagged às 23:17 de Marília

A rede de cartões de crédito Mastercard lançou uma promoção bem interessante no site deles.

Você envia uma foto ou um vídeo, junto com uma frase do que não tem preço para você e concorre a vários iPods por semana e, caso a sua idéia seja uma das duas escolhidas por eles, você ganha 10 mil reais por mês (durante seis meses) para gastar em compras.

Leia mais detalhes da promoção lá no outro blog!

Eu, que adoro uma promoção, e tô precisando ganhar um dimdim, já enviei um vídeo e uma frase! Ainda não saiu no site (quando sair, eu aviso), mas pra você não ficar curioso, eu te conto a frase e mostro o vídeo!

“Ser recebida com festa, todos os dias, pela sua cachorra, ao chegar em casa do trabalho: não tem preço!”

UPDATE: Meu vídeo já está no site! Ajude-o a ser o mais visto da semana, clicando aqui! O maridão já mandou a participação dele também! Veja-a nesse link!

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